A ORIGEM DA FESTA DO DIVINO
Era costume, em Portugal, realizar-se vigílias nas igrejas, quando se distribuía comida em abundancia, porém, geralmente, as pessoas se perdiam no pecado da gula e em outros tantos...
Assim foram abolidos os “ Votos do Espírito Santo”, por ocasião de Pentecostes.
Na “Ordenações Filipinas”, livro V, título 5, parágrafo 1º, encontramos a permissão para os “Votos do Divino”. A lei esclarece que, nas Festas do Divino Espírito Santo, deveria haver acompanhamento musical, como podemos constatar nas realizadas, ainda hoje no Brasil.
De acordo com a tradição, a Festa de Pentecostes ou do Divino Espírito Santo, foi instituída pela Rainha Isabel, extremamente caridosa, costumava distribuir diariamente comida aos pedintes, que se acercavam aos muros do palácio. Com o passar do tempo, o número deles aumentou tanto que o Rei, conhecido como mão fechada, proibiu tanta generosidade por parte da esposa.
Certa ocasião a Rainha Isabel, carregando no covo do avental pedaços de pão para distribuí-los aos pobres, encontrou o Rei em seu caminho, que lhe perguntou intrigado, o que levava no avental.
- Levo rosas, respondeu Isabel.
- Quero ver!
Temerosa ela abre o avental e Dom Dinis vê rosas, belas rosas...
Do “milagre das rosas” ou “panis gradilis” da cultura romana, transportada para Portugal, pode ter vindo o costume de distribuir pão, carne e outros alimentos nas Festas do Divino.
Segundo o folclorista piracicaba Alceu Maynard Araújo, a Festa do Divino foi introduzida no Brasil, pelos portugueses por volta de 1765, indiferente ao tempo, a comemoração do Divino Espírito Santo permanece até hoje no calendários das festas populares praticamente de toso o país. Em cada região ela ganhou uma série de particularidades, embora ainda preserve sua raiz mais profunda: a união de solidariedade, folclore e religiosidade do povo.